Cultura Brasileira: no ar desde 1998

 

Civilização Hindu – A Civilização Mais Antiga do Mundo

i

 

 

Prólogo Astronômico


Além dos movimentos de Rotação (de cerca de 24 horas, em torno de seu próprio eixo) e Translação (de cerca de 1 ano, em torno do Sol), o Planeta Terra apresenta ainda um movimento mais lento de “balanço” que leva cerca de 30.000 anos para se completar. A este movimento damos o nome de Precessão dos Equinócios e é a causa da modificação radical nos céus noturnos, particularmente no Hemisfério Norte do Planeta. A Estrela Polar, que serviu de orientação aos Grandes Navegadores do Renascimento Europeu ainda é a mesma: POLARIS. Há 15.000 anos, a estrela mais brilhante nos céus do Norte e melhor alinhada ao Polo Norte Terrestre era a estrela VEGA, da Constelação de Lyra. VEGA voltará a ser a Estrela Polar dentro de outros 15.000 anos, naturalmente. A Precessão dos Equinócios, fenômeno conhecido das mais antigas civilizações, teve sua confirmação através de observações astronômicas recentes, particularmente graças ao Telescópio Espacial Hubble.

 

 

Os Vedas, mais antigas narrativas sagradas do mundo


As mais antigas narrativas sagradas do mundo não foram inicialmente escritas, mas transmitidas através de Tradição Oral, inicialmente num idioma que os especialistas chamam de “proto-hindo-europeu”. Antes que os idiomas de todo o tronco linguístico Hindo Europeu se diferenciassem, os Vedas já eram transmitidos através de tradição oral, o que explica, em parte, as similitudes entre as diversas cosmovisões entre todos os povos originários daquela Região do mundo. O mais importante, contudo, é a antiguidade da Obra mais vasta – em quantidade de palavras e versos – conhecida pela Espécie Humana; os mais conservadores tendem a datá-la de pelo menos 45.000 anos a.C., podendo ser ainda mais antiga. Definitivamente persuasivo é o conhecimento da Precessão dos Equinócios e o relato da posição exata das estrelas nos céus do Hemisfério Norte da Terra. As sucessivas gerações que elaboraram os Vedas testemunharam a modificação dos céus do Norte e a deixaram em seu registro – oral, a princípio, escrito em tempos mais recentes; o texto escrito, em Sânscrito, data de cerca de 2.000 a.C. e é uma pobre – embora vastíssima – transcrição de várias gerações humanas em sua Tradição Oral.

O Mahabharata, tem origens similares. Até hoje, sua principal forma de transmissão é oral. As diversas famílias e castas da Índia se encarregam de cantar com precisão os versos do Mahabharata que recebeu uma primeira versão escrita também por volta de 2.000 a.C.

A Obra trata de uma Grande Guerra pela posse da Terra que teria tomado lugar entre os rios Indo e Sarasvati (hoje seco) no que ficou conhecido como a Batalha de Kurukshetra. Atribuída ao deus-autor Vyasa, que frequentemente participa da narrativa, conversa com os personagens e muda o curso dos acontecimentos (nenhuma Obra Religiosa, por definição, é racional, mas a maneira de pensar do hindu diverge radicalmente das formas adotadas no Ocidente). Embora irracional por definição, o texto religioso aponta na direção de fatos que podem ser comprovados no mundo real. Por exemplo, os “Sanjuns”, dunas recurvadas no leito seco do antigo rio Sarasvati; a viagem de Arjuna “às esferas celestiais” revela como era visto – em detalhes acurados e hoje de fácil aferição com a ajuda dos avanços tecnológicos na área da Astronomia. Dentre as dezenas de estrelas que Arjuna descreve com acuidade já aferida pelo telescópio Hubble, VEGA era a Estrela do Norte ao tempo da Batalha de Kurukshetra (de que fala o Mahabharata), portanto podemos datar aqueles eventos (reais ou imaginários) de pelo menos 15.000 anos a.C. Hoje, a Estrela do Norte chama-se POLARIS e, devido à Precessão dos Equinócios, dentro de mais 15.000 anos será novamente VEGA.

 

Acompanhe esta explicação sobre a Precessão dos Equinócios, desconhecida aos antigos


Em síntese, a epopéia narrada no Mahabharata é historicamente anterior – de alguns milênios! – à Guerra de Tróia, à Unificação do Egito ou mesmo do surgimento das civilizações Mesopotâmicas. Podemos confortavelmente afirmar com segurança que os hindus inventaram seus mais de 3 milhões de deuses pelo menos 40.000 anos ANTES que alguns pastores na Palestina inventassem o seu “deus sem nome” ou Yaweh...

 

 

 

 

               Infelizmente, a civilização ocidental, mergulhada num encaminhamento econômico que desconsidera o valor cultural da pesquisa acadêmica, valorizando acima de tudo o lucro, dificulta a pesquisa na direção da verdade. O que aqui se expõe, com base no documentário “Mitos da Humanidade, o Mahabharata” e no livro “Império da Alma” do prolífico Autor canadense Paul William Robertson, assim como do pesquisador alemão Michael Jansen, pode até vir a se provar equivocado. A falta de recursos para o aprofundamento da pesquisa deixará a questão no ar por muito tempo ainda – pelo menos até que a Humanidade se liberte da escravidão moderna chamada “Globalização”, claro está. Por outro lado, o fundamentalismo cristão cresce como tiririca nos EUA e países periféricos ao Capitalismo; como é, obviamente, anti-cristão encontrar uma civilização mais sofisticada que aquelas existentes em torno do Mediterrâneo, particularmente tão antiga quanto a hindu, a propaganda contra esse tipo de pesquisa segue sendo outro obstáculo intransponível. Somando-se o fato de o Mercado de Capitais no mundo Globalizado haver sequestrado os ensinamentos atribuídos a Jesus de Nazaré, frequentemente o mesmo personagem – que poderia financiar uma pesquisa aprofundada acerca da antiquíssima civilização hindu – é a um só tempo cristão e apostador da bolsa, ou seja, não tem interesse algum em ver suas sandices desmentidas...

 

 

Mais deste documentário e textos complementares aqui:

http://www.culturabrasil.org/oqueeglobalizacao.htm

http://www.culturabrasil.org/vozescontra.htm


Documentário "Myths of Mankind" em inglês, completo, sem legendas:

 

 

Advertência ao vestibulando
 

Este é um campo novo de pesquisa. “Não cai no vestibular ou no ENEM”, portanto. Para responder da maneira que os professores do Vestibular ou do ENEM desejam, quando questionado sobre “as civilizações mais antigas do mundo”, vale ainda o dogma acadêmico que aponta na direção do “Crescente Fértil” – Mesopotâmia, Vale do Nilo... Os cânones dos historiadores ainda se encontram presos ao etnocentrismo que aponta na direção de serem as civilizações do entorno do Mediterrâneo (berço da NOSSA civilização) as mais antigas do mundo. Para maior aprofundamento no que “cai no vestibular”, portanto, dirija-se até o que escrevi canonicamente, obedecendo aos dogmas acadêmicos dos historiadores ocidentais no endereço http://www.culturabrasil.org/revolucaoneolitica.htm

 

 

Dicas para Aprofundamento

Lázaro Curvêlo Chaves - 2 de agosto de 2013

Revisado a 25 de janeiro de 2015

 

"Gandhi" - Longa-Metragem, quase um Documentário sobre a Vida de Mahatma Gandhi e a Independência do que hoje são a Índia, o Paquistão e o Nepal, antigas "propriedades privadas" da Companhia das Índias Orientais, britânica, propriedade que reverteu ao governo Britânico após a 1ª Guerra de Independência da Índia, liderada por Mangal Panday: empresas privadas são, COMPROVADAMENTE, muito mais corruptas que qualquer governo e não se submetem a controle externo algum

Mahatma Gandy, o Apóstolo da Não Violência - Huberto Rohden

História Concisa da Índia - Thomas Methcalf

 

Exclusively in English

   
     
Myths of Mankind
 
 
Copyleft © LCC Publicações Eletrônicas Todo o conteúdo desta página pode ser copiado e divulgado para fins não comerciais. É educado sempre citar a fonte... Contato: https://www.facebook.com/lazaro.chaves