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Festival Internacional de Harpas leva concertos gratuitos ao Rio: programação 2026

ResumoO Festival Internacional de Harpas edição 2026 oferece concertos gratuitos no Rio de Janeiro em teatros, praças e parques. O evento reúne harpistas de diversos países para democratizar o acesso à música.

O Festival Internacional de Harpas chega ao Rio de Janeiro com uma série de concertos gratuitos em teatros, praças e parques. A edição de 2026 reúne harpistas de vários países e promete democratizar o acesso à música de câmara. Confira a programação completa e os locais.

Anselmo Tavares Rebouças
Anselmo Tavares Rebouças Crítico de Artes Visuais e Design · 01 de julho de 2026
Festival Internacional de Harpas leva concertos gratuitos ao Rio: programação 2026
8.1/10
VereditoO Festival Internacional de Harpas chega ao Rio de Janeiro com uma série de concertos gratuitos em teatros, praças e parques. A edição de 2026 reúne harpistas de vários países e promete democratizar o acesso à música de câmara. Confira a programação completa e os locais.

O Festival Internacional de Harpas desembarca no Rio de Janeiro com uma programação de concertos gratuitos que ocupam desde teatros centrais até praças de bairros afastados. A edição de 2026, que ocorre entre 10 e 20 de outubro, reúne harpistas de quatro continentes e propõe um diálogo entre a tradição clássica do instrumento e a música popular brasileira. A iniciativa, realizada com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, busca ampliar o acesso a apresentações de música de câmara em espaços públicos.

O festival oferece concertos gratuitos ao público no Rio de Janeiro, com apresentações em teatros, praças e parques da cidade. A programação de 2026 inclui harpistas do Brasil, França e Paraguai, com obras de Villa-Lobos, Bach e composições contemporâneas. Os ingressos são distribuídos por ordem de chegada.

Concertos gratuitos no Rio: onde e quando

A programação do Festival Internacional de Harpas está distribuída por seis regiões da cidade, do Centro à Zona Oeste. A abertura acontece no Teatro Municipal, no dia 10 de outubro, às 19h, com a harpista francesa Isabelle Moretti, que interpreta suítes de Bach e peças de compositores brasileiros contemporâneos. No dia 12, o Parque Lage recebe uma sessão ao ar livre, às 16h, com o duo Harpas do Brasil, formado por Maria Helena de Oliveira e Pedro Costa.

No dia 15, a Praça Mauá sedia um concerto às 18h, com o harpista paraguaio Juan Carlos dos Santos, especialista em música latino-americana. O encerramento, no dia 20, ocorre no Jardim Botânico, às 17h, com a Orquestra de Harpas do Rio de Janeiro, um grupo de 12 harpistas que executa arranjos de chorinho e bossa nova.

Harpistas confirmados na edição 2026

A curadoria do festival, assinada pela musicóloga Ana Paula Ribeiro, selecionou artistas que representam diferentes escolas de harpa. Isabelle Moretti, da França, é conhecida por suas interpretações de música barroca e contemporânea. O paraguaio Juan Carlos dos Santos traz a tradição da harpa indígena, com técnicas de dedilhado que remontam às reduções jesuíticas do século XVIII.

Do Brasil, a dupla Harpas do Brasil mescla o repertório erudito com canções de Tom Jobim e Caetano Veloso. A Orquestra de Harpas do Rio de Janeiro, formada em 2022, reúne músicos formados pela Escola de Música da UFRJ. Cada apresentação tem duração média de 60 minutos, com intervalo para conversa com o público.

Locais dos concertos gratuitos

Os concertos ocupam espaços que variam em capacidade e acústica. O Teatro Municipal, no Centro, tem 2.300 lugares e oferece a melhor acústica para o instrumento. O Parque Lage, na Zona Sul, comporta 800 pessoas sentadas em cadeiras montadas no jardim. A Praça Mauá, na Zona Portuária, recebe o público em pé, com capacidade estimada em 1.500 pessoas.

O Jardim Botânico, palco do encerramento, monta uma estrutura de palco coberto com 1.200 assentos. Todos os locais têm acesso para pessoas com deficiência, e o festival oferece intérprete de Libras nas apresentações do Teatro Municipal e do Jardim Botânico.

Programação dia a dia

  • 10/10, 19h, Teatro Municipal: Isabelle Moretti (França), obras de Bach, Debussy e Villa-Lobos.
  • 12/10, 16h, Parque Lage: Duo Harpas do Brasil, música brasileira e popular.
  • 15/10, 18h, Praça Mauá: Juan Carlos dos Santos (Paraguai), harpa indígena e latino-americana.
  • 18/10, 17h, Sala Cecília Meireles: Concerto de câmara com harpistas convidados e quarteto de cordas.
  • 20/10, 17h, Jardim Botânico: Orquestra de Harpas do Rio de Janeiro, chorinho e bossa nova.

Como garantir seu lugar

Os ingressos são distribuídos gratuitamente, mas a forma varia por local. Para o Teatro Municipal e a Sala Cecília Meireles, a retirada é antecipada pelo site da Secretaria Municipal de Cultura, com limite de dois ingressos por CPF. Para os concertos ao ar livre (Parque Lage, Praça Mauá, Jardim Botânico), a entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

A organização recomenda chegar com 30 minutos de antecedência. Em caso de chuva, os concertos ao ar livre são transferidos para o Teatro Municipal ou para a Sala Cecília Meireles, com aviso no site oficial e nas redes sociais do festival.

festival de música clássica no Rio 2026

A harpa como instrumento de acesso

O festival não se limita aos concertos. A programação inclui oficinas gratuitas de iniciação à harpa, voltadas para crianças e adultos, nos dias 11 e 14 de outubro, no Centro Cultural da Justiça Federal. As oficinas, com duração de 2 horas, apresentam o instrumento, sua história e técnicas básicas de execução. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo site do festival.

A proposta, segundo a curadora Ana Paula Ribeiro, é desmistificar a harpa como instrumento de elite e mostrá-la como parte da cultura popular brasileira, presente em rodas de choro e em manifestações do Nordeste. A imagem do cotidiano também é projeto: ao levar a harpa para praças e parques, o festival reposiciona o instrumento como experiência acessível, não como peça de museu.

Perguntas Frequentes

O Festival Internacional de Harpas é gratuito?

Sim, todos os concertos e oficinas são gratuitos. Alguns locais exigem retirada antecipada de ingressos.

Quais são os locais dos concertos?

Teatro Municipal, Parque Lage, Praça Mauá, Sala Cecília Meireles e Jardim Botânico.

Preciso de ingresso para os concertos ao ar livre?

Não, a entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

Há estacionamento nos locais?

O Teatro Municipal e a Sala Cecília Meireles não têm estacionamento próprio. O Parque Lage e o Jardim Botânico dispõem de estacionamento pago.

concertos gratuitos no Rio 2026

Haverá intérprete de Libras?

Sim, nas apresentações do Teatro Municipal (10/10) e do Jardim Botânico (20/10).

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