Crítica · Bastidores

Bienal do Livro lança Estação Bienal para incentivar leitura

ResumoA Bienal do Livro do Rio lança em setembro o projeto Estação Bienal, iniciativa para aproximar leitores de autores internacionais. A primeira parada do projeto ocorre em 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, com a presença da escritora Alice Oseman. A ação integra a programação oficial da Bienal e visa ampliar o acesso à literatura e ao diálogo com criadores globais.

A Bienal do Livro do Rio lança em setembro o projeto Estação Bienal para aproximar leitores de autores internacionais. A primeira parada, com Alice Oseman, será dia 9, no Teatro Clara Nunes.

Lourdes Wenceslau Pádua
Lourdes Wenceslau Pádua Cronista de Cultura e Cotidiano · 01 de setembro de 2026
Bienal do Livro lança Estação Bienal para incentivar leitura
7.7/10
VereditoA Bienal do Livro do Rio lança em setembro o projeto Estação Bienal para aproximar leitores de autores internacionais. A primeira parada, com Alice Oseman, será dia 9, no Teatro Clara Nunes.

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro inaugura neste mês de setembro um novo projeto para incentivar a leitura no Brasil e ampliar o alcance do festival nos anos entre as edições. A Estação Bienal vai aproximar leitores de seus autores preferidos, e a primeira parada já tem data: 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, zona sul do Rio. Nesse dia, os fãs da escritora inglesa Alice Oseman, autora da série Heartstopper, poderão conhecê-la ao vivo e ganhar seu autógrafo. O programa tem parceria da Companhia das Letras, por meio do selo jovem Seguinte.

"A gente quer criar esse produto para aproximar autores mais difíceis do seu público, com certa periodicidade que ainda será definida", disse à Agência Brasil o diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, Bruno Henrique. A empresa realiza a Bienal do Livro do Rio junto com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). No primeiro momento, o projeto traz somente autores internacionais, a quem o público tem mais dificuldade de acesso.

Segundo Bruno Henrique, a escritora Alice Oseman é uma das mais pedidas pelos leitores. "Foi uma questão de oportunidade, casando com a grande demanda que a gente já tinha por esse nome nas bienais anteriores", explicou. A inglesa atende uma parcela significativa do público jovem da Bienal, é considerada best seller e trata, com delicadeza, de temas ligados aos jovens, especialmente da população LGBTQIA+.

Os ingressos estão à venda no site da Sympla ou no próprio teatro, com três opções: Simples, de R$ 85 (meia) e R$ 170 (inteira), para acesso ao bate-papo; Master, de R$ 175 (meia) e R$ 350 (inteira), que inclui um exemplar de Heartstopper 6 autografado; e Full Experience, de R$ 199,90 (meia) e R$ 399,90 (inteira), com bate-papo, livro e sessão de autógrafos. Haverá também meia entrada social para quem doar um livro em bom estado, destinado a instituições apoiadas pela Bienal.

A Estação Bienal pretende ser itinerante, transformando teatros, centros culturais e outros espaços da cidade em pontos de encontro. "Daí ser uma Estação Bienal, com o propósito de ir parando em vários locais diferentes, com obras e autores diversos", afirmou o diretor. A organização já negocia com um novo escritor estrangeiro, mas não adianta o nome por depender de logística e agenda. A meta é realizar mais uma edição ainda este ano.

Cada participante receberá um pin colecionável, e a primeira peça terá a capa do sexto volume de Heartstopper. O projeto se soma a outras iniciativas da Bienal, como o Ler tá no Sangue, com o Hemorio, e o Embarque na Leitura, com o Metrô Rio, além da Invasão dos Livros, no Complexo do Alemão. "O propósito é ir caminhando no sentido de tornar cada vez mais o Brasil um país leitor", concluiu Bruno Henrique.

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