Gracindo Jr. morre aos 83 anos no Rio; veja trajetória
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (2), no Rio, aos 83 anos, de causas naturais. Ele dedicou 50 anos à arte, entre teatro, rádio, cinema e TV. Ministério da Cultura e governo do RJ lamentaram a perda.
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite dessa terça-feira (2), em casa, no Rio de Janeiro, aos 83 anos, de causas naturais. A notícia foi inicialmente divulgada pelo agenciador de artistas Marcus Montenegro, no Instagram, e confirmada pelo Ministério da Cultura (MinC), que em nota afirmou ter recebido a informação com pesar. Gracindo Jr. dedicou 50 anos à arte, atuando como ator, diretor e roteirista em teatro, rádio, cinema e televisão.
Nascido em 21 de maio de 1943, no Rio de Janeiro, Epaminondas Xavier Gracindo era filho do ator Paulo Gracindo. Aos 15 anos, fez um teste para a Rádio Nacional e, ao ser aprovado, tornou-se ator, redator e disc-jóquei na emissora. A estreia no teatro ocorreu em 1961, na peça "A Escada", de Oswald de Andrade.
Na televisão, integrou novelas de sucesso como Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, Explode Coração, Anjo de Mim, Esplendor e Celebridade. Foi um dos fundadores da TV Globo, onde contracenou com o pai em produções como O Bem Amado e O Casarão, na qual os dois interpretaram o mesmo personagem em fases distintas da vida. Na direção, comandou a novela Marron-Glacé e, em 1983, o programa Os Trapalhões.
O Ministério da Cultura solidarizou-se com os cinco filhos, sete netos e a esposa, Daisy Poli, com quem o ator estava havia mais de cinco décadas. O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, também divulgou nota, definindo Gracindo Jr. como "um dos nomes fundamentais na construção da história da dramaturgia brasileira". Couto destacou a trajetória marcada por talento, versatilidade e compromisso com a cultura.
O corpo de Gracindo Jr. será cremado às 14h10 no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona norte do Rio. O velório na capela 6 começa às 12h10.
Para quem acompanha a dramaturgia nacional, a morte de Gracindo Jr. encerra um capítulo ligado à formação da TV brasileira. Sua passagem pela Rádio Nacional e pela TV Globo, ao lado do pai, ilustra uma transição geracional que marcou o veículo entre as décadas de 1960 e 1980. A perda também reacende o debate sobre o registro e a preservação da memória de artistas que ajudaram a consolidar a teledramaturgia no país. trajetória de Paulo Gracindo história da TV Globo