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Economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta

ResumoO podcast Afiadas estreia novo episódio nesta sexta-feira com a economista Hildete Pereira de Melo. O tema central é a economia do cuidado, que aborda o trabalho não remunerado essencial para sustentar a vida e a economia formal. A discussão explora como esse setor invisível impacta a sociedade e a necessidade de reconhecimento e valorização.

O podcast Afiadas estreia novo episódio nesta sexta-feira com a economista Hildete Pereira de Melo para discutir economia do cuidado, o trabalho não remunerado que sustenta a vida e a economia formal.

Anselmo Tavares Rebouças
Anselmo Tavares Rebouças Crítico de Artes Visuais e Design · 17 de julho de 2026
Economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta
9.4/10
VereditoO podcast Afiadas estreia novo episódio nesta sexta-feira com a economista Hildete Pereira de Melo para discutir economia do cuidado, o trabalho não remunerado que sustenta a vida e a economia formal.

O podcast Afiadas, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lança novo episódio nesta sexta-feira sobre economia do cuidado. O programa recebe a economista Hildete Pereira de Melo, uma das pioneiras nos estudos sobre o tema no Brasil, para debater o trabalho invisível que sustenta a vida e a economia formal. A economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta, que promete jogar luz sobre um dos debates mais urgentes da agenda feminista contemporânea.

Segundo o IBGE, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais ao trabalho não remunerado de cuidados, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. Essa diferença de quase 10 horas semanais revela uma estrutura de gênero que organiza a divisão do trabalho no país. A economista Hildete Pereira de Melo, convidada do episódio, pesquisa o tema desde os anos 1990 e defende que o cuidado seja tratado como bem público, não como responsabilidade exclusiva das famílias.

O episódio também discute como a economia do cuidado se relaciona com a previdência social. Dados do Banco Mundial indicam que, se o trabalho não remunerado fosse computado no PIB global, ele representaria cerca de 9% do produto mundial. No Brasil, a conta do Ipea aponta que o trabalho de cuidado não pago equivale a 11% do PIB, mais que o setor agrícola.

A conversa de Afiadas desta sexta propõe uma mirada sobre o cuidado como projeto de organização social. A decisão de projeto, aqui, não é estética, mas política: como redistribuir o tempo e o trabalho que mantêm a vida funcionando? Hildete Pereira de Melo articula o debate com a experiência concreta de quem cuida e com dados que mostram o tamanho do fosso entre o trabalho reconhecido e o trabalho real.

O episódio também aborda políticas públicas em tramitação no Congresso, como o PL 276/2024, que propõe a criação de uma Política Nacional de Cuidados. A iniciativa, apoiada por organizações como a ONU Mulheres, busca integrar creches, saúde e assistência social em um sistema único de cuidados. A pergunta que o episódio deixa é: como fazer com que o cuidado, esse trabalho que não aparece nas estatísticas oficiais, ganhe valor social e econômico?

Para quem quer se aprofundar, o Ipea disponibiliza o relatório "Cuidados e Desigualdades" relatório cuidados Ipea, que detalha os números do trabalho não remunerado por raça e região. O episódio de Afiadas desta sexta funciona como porta de entrada para esse debate, com linguagem acessível e dados concretos.

Perguntas Frequentes

Onde posso ouvir o novo episódio de Afiadas?

O episódio sobre economia do cuidado estará disponível nas principais plataformas de streaming, como Spotify, Deezer e Apple Podcasts, a partir desta sexta-feira.

Quem é Hildete Pereira de Melo?

Hildete Pereira de Melo é economista e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), referência nos estudos de economia feminista e do cuidado no Brasil.

O que é economia do cuidado?

Economia do cuidado é o conjunto de atividades e relações que garantem o bem-estar das pessoas, como cuidar de crianças, idosos e doentes, trabalho doméstico e manutenção da vida cotidiana.

Como o cuidado impacta a economia formal?

O trabalho não remunerado de cuidado libera tempo para que outras pessoas trabalhem no mercado formal, mas não é contabilizado no PIB, gerando subestimação da produção real de riqueza.

Quais políticas públicas podem reconhecer o cuidado?

Propostas incluem a criação de um sistema nacional de cuidados, a ampliação de creches públicas, a licença parental igualitária e a inclusão do cuidado na previdência social.

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